Serrinha do Paranoá: governadora do DF retira área ambiental de plano para salvar BRB
Moradores e ambientalistas fazem protesto em defesa da Serrinha do Paranoá A governadora Celina Leão (PP) anunciou, na manhã desta quarta-feira (1°), que re...
Moradores e ambientalistas fazem protesto em defesa da Serrinha do Paranoá A governadora Celina Leão (PP) anunciou, na manhã desta quarta-feira (1°), que retirou a Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano para salvar o Banco de Brasília (BRB). A informação foi confirmada ao g1 pela assessoria da chefe do Executivo. O local estava entre terrenos oferecidos para reforçar o patrimônio do banco, que sofreu um rombo após operações malsucedidas com o Banco Master. A inclusão no projeto foi alvo de protestos de entidades que lutam pela preservação da área. Ainda não há informações sobre quais serão os próximos passos para que a área seja retirada do processo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Em nota, a assessoria da governadora disse que "a decisão assegura a preservação ambiental da região, considerada sensível e de grande relevância ecológica". "A governadora também determinou ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Secretaria de Meio Ambiente a adoção das providências para a criação do Parque da Serrinha, garantindo a destinação definitiva da área para conservação e uso sustentável", diz a nota. Serrinha do Paranoá no plano para para salvar BRB Em fevereiro, o governo do DF apresentou um plano que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB. Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro. Entre esses imóveis estava a Serrinha do Paranoá, o maior lote incluído no projeto. A área abriga centenas de nascentes e é avaliada em R$ 2,2 bilhões. Ambientalistas criticaram a inclusão da Serrinha no projeto. Eles apontaram que ela é um importante manancial hídrico da capital e da região Centro-Oeste. No início de março, manifestantes chegaram a se reunir para pedir a proteção do local. Contrariando as falas dos ambientalistas, Ibaneis Rocha — que ainda ocupava o cargo de governador do DF — afirmou que a área da Serrinha do Paranoá não tem nascentes. Ele manteve a área ambiental no plano e sancionou a proposta, em 10 de março. Mudança de decisões na Justiça Serrinha do Paranoá está entre terrenos que serão usados como garantia para empréstimo do BRB; entenda os riscos montagem/g1 Após a sanção, a Justiça do DF chegou a proibir a venda da Serrinha do Paranoá, decisão que atendeu a um pedido feito por parlamentares do Partido Verde (PV). No documento, o magistrado apontou os possíveis impactos ambientais gerados pela venda. "Trata-se também de área remanescente do bioma Cerrado, e integra corredor ecológico da fauna silvestre que ainda resiste naquela região", afirmou. Poucos dias depois, a Justiça voltou atrás. O desembargador relator do Conselho da Magistratura, Roberval Casemiro Belinat, suspendeu os efeitos de decisão anterior. Segundo o desembargador, a legislação não alterou o regime ambiental da área, apenas sua condição jurídico-administrativa. LEIA TAMBÉM: COMBUSTÍVEIS: DF fica fora de acordo nacional para conter alta do diesel; sindicato prevê novo aumento no preço POLÍCIA MILITAR: comandante-geral é exonerada e novo nome é anunciado no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.