Policial aposentado suspeito de 'espionagem' no DF tinha cargo comissionado na Caesb
Policial civil aposentado é suspeito de acessar dados restritos a órgãos públicos do DF Um policial civil aposentado é investigado por, supostamente, acess...
Policial civil aposentado é suspeito de acessar dados restritos a órgãos públicos do DF Um policial civil aposentado é investigado por, supostamente, acessar dados e informações restritos de órgãos públicos do Distrito Federal (veja detalhes abaixo). Conforme apurado pela TV Globo, ele era servidor comissionado na Caesb e já foi demitido. Em nota, a companhia disse que está colaborando com as investigações e que "trata com seriedade a proteção de dados e o uso adequado de informações institucionais" (veja íntegra da nota abaixo). O investigado usava as credenciais da Caesb para acessar dados restritos não só à companhia, mas a diversos outros órgãos do GDF. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Segundo as investigações, o policial aposentado teve acesso a dados de empresários, policiais, jornalistas, servidores públicos de gabinetes de parlamentares dos legislativo distrital e federal e do executivo local. Em alguns casos, para disfarçar o alvo principal da busca, ele acessa dados de pessoas próximas, como parentes e colegas de trabalho — principalmente quando se tratava de autoridades. Investigações Policial civil aposentado é suspeito de acessar dados restritos a órgãos públicos do DF PCDF/Reprodução De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após uma denúncia anônima indicando que uma "empresa privada de investigação", vinculada ao investigado, estaria realizando esse monitoramento de forma irregular. A corporação ainda apura para que fins seriam utilizadas as informações acessadas pelo suspeito. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (16). Foram encontrados R$ 15 mil em espécie na casa do suspeito. A operação desta segunda-feira foi deflagrada por meio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), subordinada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECOR). O que diz a Caesb "A Caesb informa que tomou conhecimento da operação policial contra o empregado e está à disposição das autoridades para auxiliar em todos os esclarecimentos necessários. O empregado já foi demitido. A Companhia reafirma que trata com seriedade a proteção de dados e o uso adequado de informações institucionais. Não existe indicativo de que tenha havido acesso a dados da Companhia. Até o momento, se identificou que os acessos eram para fins particulares do empregado. No entanto, a Caesb já instaurou procedimentos internos de investigação e sempre colaborará com qualquer apuração dos órgãos competentes." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.