Ministério Público do DF pede suspensão de lei que autoriza uso de imóveis públicos para salvar BRB

Caso Master: BRB não divulga balanço de 2025 no prazo O Ministério Público do Distrito Federal entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra ...

Ministério Público do DF pede suspensão de lei que autoriza uso de imóveis públicos para salvar BRB
Ministério Público do DF pede suspensão de lei que autoriza uso de imóveis públicos para salvar BRB (Foto: Reprodução)

Caso Master: BRB não divulga balanço de 2025 no prazo O Ministério Público do Distrito Federal entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei que autoriza o governo do DF a usar imóveis públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB). Segundo o órgão, a norma desrespeita exigências da Lei Orgânica do DF e pode colocar em risco o patrimônio público e áreas ambientalmente sensíveis. O MP pede ao Tribunal de Justiça a suspensão imediata dos trechos da lei que tratam da transferência de imóveis, com efeitos gerais até o julgamento final da ação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. ➡ A lei chegou a ser suspensa pela Justiça em março, mas teve a validade restabelecida no dia seguinte pelo Tribunal de Justiça do DF, que considerou a lei "presumivelmente constitucional". Na ação do MP, a Procuradoria-Geral de Justiça afirma que, embora o fortalecimento do BRB tenha relevância pública, isso não pode ocorrer sem respeitar regras constitucionais e proteger o patrimônio público, urbanístico e ambiental do Distrito Federal. Segundo o Ministério Público, a lei apresenta irregularidades como: permissão para a desafetação e a alienação de imóveis públicos sem a observância dos requisitos legais; falta de comprovação de interesse público; ausência de avaliação prévia dos imóveis; inexistência de audiência pública com a população interessada. Banco BRB. Jornal Nacional/ Reprodução O órgão também aponta que não há relação direta entre os imóveis e a atividade do banco, o que pode indicar uso indevido do patrimônio público, além de não terem sido apresentados estudos sobre os impactos patrimoniais para as entidades envolvidas. Riscos ambientais Moradores e ambientalistas fazem protesto em defesa da Serrinha do Paranoá Um dos principais pontos levantados pelo MPDFT é o impacto ambiental da medida. Para o órgão, a lei não traz uma análise de impacto ambiental na destinação dos imóveis. A ação cita a região da Serrinha do Paranoá, considerada essencial para a recarga hídrica do Distrito Federal. "Destinar essa área sem estudos prévios e sem participação da sociedade representa risco concreto e potencialmente irreversível para toda a população, independentemente do debate sobre a situação financeira do banco", diz o MPDFT. ➡ Na última quarta-feira (1º), a governadora Celina Leão (PP) anunciou que retirou a Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano para salvar o Banco de Brasília (BRB). O que prevê a lei Sancionada em março pelo então governador Ibaneis Rocha, a norma autoriza o GDF a usar imóveis públicos — inclusive de empresas estatais — para reforçar a situação financeira do BRB. A medida foi proposta em meio a questionamentos sobre a situação financeira do BRB, após a descoberta de que o banco movimentou bilhões em operações com o Banco Master, investigadas por suspeitas de gestão fraudulenta. A proposta cria um "menu" para permitir ao GDF aportar dinheiro ou bens no BRB. As opções podem ser usadas em conjunto ou separadamente. O governo poderá colocar dinheiro diretamente no capital social do banco, integralizar capital com bens móveis ou imóveis e fazer aportes patrimoniais de outras formas previstas em lei. A lei também autoriza a venda de bens públicos para levantar recursos. Esses bens podem ser do próprio GDF, inclusive os da Terracap, da Novacap, da CEB ou da Caesb. O dinheiro obtido poderá ser destinado ao reforço patrimonial do BRB. Além disso, o GDF poderá contratar operações de crédito, inclusive com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras. O limite máximo de empréstimos será de R$ 6,6 bilhões. Essa trava foi adicionada após reunião com os deputados distritais. LEIA TAMBÉM: SEM GARANTIA: com nota baixa em gestão fiscal, DF não terá União como avalista em empréstimo PATRIMÔNIO, VENDA E FEDERALIZAÇÃO: saiba quais riscos o BRB corre GESTÃO FRAUDULENTA: BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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