Deputados distritais deixam base do governo após votarem contra PL do BRB e sofrerem 'retaliação' de Ibaneis

Deputado Thiago Manzoni em pronunciamento no plenário da CLDF. TV Câmara/Divulgação Os deputados Thiago Manzoni (PL) e João Cardoso (Avante) anunciaram des...

Deputados distritais deixam base do governo após votarem contra PL do BRB e sofrerem 'retaliação' de Ibaneis
Deputados distritais deixam base do governo após votarem contra PL do BRB e sofrerem 'retaliação' de Ibaneis (Foto: Reprodução)

Deputado Thiago Manzoni em pronunciamento no plenário da CLDF. TV Câmara/Divulgação Os deputados Thiago Manzoni (PL) e João Cardoso (Avante) anunciaram desta quinta-feira (5) que vão deixar a base aliada ao governo Ibaneis Rocha (MDB) na Câmara Legislativa do DF. A relação de Ibaneis com parte da base foi estremecida pelo fato de pelo menos três deputados aliados terem votado contra o projeto de lei que entrega imóveis públicos do DF para socorrer o patrimônio do Banco de Brasília. O texto foi aprovado com 14 votos a 10 -- uma margem bem menor que a usual. Cardoso confirmou a decisão em mensagem ao g1. Já Manzoni anunciou a ruptura em um discurso em plenário. "Eu vou ser fiel e leal aos princípios, valores, ética e moral que me trouxeram até aqui. [...] Se fazer oposição ao que é escuso, o que não é certo, o que é errado, o que penaliza a população, se fazer oposição a tudo isso é fazer oposição ao governo Ibaneis então eu farei", afirmou o deputado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. "A dívida que é hoje do BRB vai passar para o Distrito Federal. O DF que está com dificuldade de pagar salários, vai agora aportar recursos de maneira ilimitada para salvar o BRB, eu não posso ser a favor disso", seguiu o deputado. Manzoni e Cardoso foram dois dos deputados que sofreram "retaliação" de Ibaneis após votarem contra o projeto de lei de socorro ao BRB. Na quarta (4), servidores comissionados indicados por ambos foram exonerados em administrações regionais. O mesmo aconteceu com pelo menos uma indicação do distrital Rogério Morro da Cruz (PRD), que também é aliado de Ibaneis e votou contra o projeto do BRB. Ao g1, no entanto, o parlamentar afirmou que segue na base do governo. Telefonema e xingamentos Manzoni afirmou que ligou para o governador e foi xingado por ele. "Eu não tenho medo de xingamento, de retaliação, de punição", afirmou Thiago Manzoni. No pronunciamento, no plenário, o deputado ainda criticou a aprovação do projeto de lei que autoriza que imóveis do GDF sejam garantia para empréstimo do BRB. "Telefonei para ele e fui ofendido por ele. Minha honra foi ofendida e a honra da minha mãe foi ofendida, como se xingamento fosse argumento, e como se xingar mudasse a situação que está o BRB e o DF. Ao me mandar 'para a PQP', ele mandou o povo de Brasília 'para a PQP'", relatou. Questionado sobre as declarações de Manzoni, Ibaneis foi sucinto. "Melhor deixar ele de lado. Ele é um bom deputado que traduz uma boa representação da direita", disse o governador. PL lançou 'chapa pura' ao Senado A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis vão disputar o Senado pelo Distrito Federal nas Eleições de 2026 pelo Partido Liberal (PL) formando uma “chapa pura” — ou seja, sem apoiar candidatos de outras siglas. A informação foi confirmada ao g1 por Bia Kicis. Segundo a deputada, a decisão está alinhada à direção nacional do partido e conta com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro – preso no Complexo Penitenciário da Papuda. A deputada distritial Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Zack Stencil/PL "Eu e a Michelle somamos forças, trajetórias e públicos diferentes, mas com o mesmo eixo de valores e de pautas, como liberdade, família, respeito ao cidadão e defesa do Distrito Federal. A expectativa é muito objetiva: eleger duas senadoras do PL e dar ao DF uma representação firme, coerente e combativa no Senado", disse Bia Kicis ao g1. Em 2026, o Distrito Federal terá duas vagas em disputa no Senado. A terceira cadeira permanece com a senadora Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022 e com mandato até 2030. Dobradinha de Michelle e Nikolas irrita Eduardo e expõe racha na direita PL apoiará Celina Leão Com a decisão de lançar duas candidaturas próprias ao Senado, o PL também definiu que não terá candidato ao governo do Distrito Federal em 2026. Segundo Bia, presidente do PL no DF, a legenda deve apoiar a atual vice-governadora, Celina Leão (MDB), na disputa pelo Palácio do Buriti. Vice-governadora do DF Celina Leão. Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Isso porque, ainda de acordo com a deputada, houve uma articulação com o PL Nacional, conduzida por Michelle Bolsonaro, para apoiar Celina. "Eu sempre defendi que seria importante lançar um nome do partido, mas, diante dessa definição, abrimos mão da candidatura própria e vamos apoiar a Celina", explicou Kicis. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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